segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

"Você é responsável por tudo que cativa"?

Você é todo invertido. De seus braços a seus princípios.
Eu nem sei entender, mas eu quero consertar. Perfecionista, não sei reconhecer as causas perdidas. Eu não sei perder. Talvez por isso ainda insista, talvez nem exista a ternura que nutro por você.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Eu penso, não sei como sentir.
Sinto. Nubla-se a razão.
Eu sou!
Não...
Quem sou?
Só sei o que não quero.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

i want your horror, i want your desire.

Perfumada droga doce,
inebriante.
Antes estéril fosse,
deixa impotente a razão.
Mas porque não?
É tão belo:
possessivo.
O velo e permaneço submisso.
Enquanto fico perto sumo,
se fico longe não há eu,
o que dói é o que não assumo:
aqui não há o que não seja seu.
A poeira,
cemitério de estrela,
espirala a seu favor.
Espero que não seja amor.
Não é do meu fetio,
Negócio doentio!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Gimme truth and i'll give you something good to die for

 Tolos, só o que vejo são tolices. Os fatos dançam nus em frente a seus olhos e você comenta suas roupas. Uber-estima, estima-se falsamente e não convence, Ao menos não a mim. Tola, tola, não machuca se tolir com tanto ardor? O quão bela é esta verdade de cílios postiços e espartilhos apertados, a ponto de não querer a despir?
 Enfim, insana sou eu. Louca. Na busca da verdade absoluta tornei-me dura. Há cura?
  Não sentirei o que não alcançar as vistas, mas as pistas do que está por vir estão todas mal escondidas, só são boas para quem as oculta.
 Mas eu gosto é da verdade crua, cruel, a que transpira o sangue ainda quente, cheira a morte. Com sorte quem morre não sou eu. O tempo corre. Morreu muita coisa dentro de mim e não direi que não doeu, mas fez de mim quem sou. O que não finda acresce. Essa é a dádiva.
 Mas os tolos a merecem? Só merece quem quer.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Anagrama

Ama sem querer,
se engana,
Clama por dor.

A alma
sem compromisso,
pede estupor,
mal sabe definir isso.

O calor a inflama
já nem dá para enxergar.
Demasiado fina a trama
prevejo ela rasgar.

Solidão,
Ela reclama.
Há o resto do poder em mãos,
Sem meios não há de aleijar

Que fim dar a este anagrama?
Drama a lhe dilacerar.

Frozen

 Era frio, frio não, congelante. A temperatura era seguramente abaixo de zero.
 Uma torre de aço gelado erguia-se imponente na paisagem plana e desesperadoramente branca. Havia gelo até onde a vista alcançava, era como se a temperatura houvesse congelado o próprio tempo.
 A grande torre era a morada final, era onde jazeria até o fim das eras. Lá, longe do calor abrasivo e a maldita acidez do ar, sua beleza e seus bens ficariam parados. Estáticos. Vivos, como se o finado dono estivesse esperando para ser acordado após um descanço. Eterno era também o inverno. Inflexivel, invencível. Tudo estaria lá, sempre no auge. Mas havia, a batalha contra o tempo, sido vencida?

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Love Bits

 Esses enormes olhos azuis me parecem confeitos, feitos  para eu me perder. As bochechas, rosadas como glacê, dão vontade de morder. O glaciar do Norte parece acariciar sua pele, e dar tônus a seus ombros fortes.
 Cachinhos dourados como fios de ovos, doces parecem seus lábios viçosos como cerejas maduras. Lindo você! Mesmo com essa cobertura (a máscara), que a mim parece chocolate frio. Sua voz me acalma como leite quente nas noites geladas, me aquece, sua pele queimada, seus dentes são tão brancos quanto cubos de açúcar. Sua luz me ofusca.
         Hmmm, se você fosse um Cupcake
                                                                          eu te comia :9

Stupid stupids...

Aquele sentimento era incrivelmente forte, tão enormemente indestrutível que a queimava por dentro. Quando o catalisador daquela bomba sentimental cruzou o caminho, foi inevitável. Todo o ódio foi despejado em jorros de palavras:
- Você, sabe que é sua culpa! Egoísta, incrível como não consegue ver nada fora da órbita do seu umbigo! Acha que faria tudo de novo e eu, como idiota que sou, permaneceria calada?
Nunca mais ouse cruzar meu caminho, amaldiçôo seus genes e tudo o que vier a descender deles, porco imundo...

Ele sorriu, ela calou-se. Como ousava ser cínico aquele ponto? Cerrou os pequenos punhos e passou a atingi-lo em todos os locais a seu alcance, se as palavras não surtiam efeito em tal ser asqueroso, punhos não seriam ignorados. Suas mãos delicadas firmemente fechadas e seus frágeis e finos braços pareciam causar apenas desconforto ao rapaz que mostrava-se levemente desconcertado, não havia motivo para tamanho escândalo! Ao ser atingido no rosto, porém, ele a segurou. Finalmente alguma reação. Ele segurou-a perto de si e cochichou:

- Nada me faz te amar menos, sabe disso.

Ele estava tão perto que ela podia contar as sardinhas no nariz dele e os raios esverdeados em seus olhos cor de mel eram bastante visíveis dali, o cheiro de seu perfume suave, misturado a um aroma indescritível que só ele tinha, turvava sua mente. Era só. Ela não queria que ela a largasse nunca mais.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Timebomb

Tic Tac, Tic Tac
Corre, tempo!
e leva a vida de mim,
leva o colágeno e o cálcio,
traça meu fim.

Tic Tac, Tic Toc
Faz-me mança,
põe-me sentada, amordaçada.
Quem espera sempre alcança
Só você corre nessa dança
quem não não dança morre.

Tic Toc, Toc Toc
Por Favor, mais um porre!
Para passar esse tempo.
tédio nojento,
só pra quem vai se perder.
Tempo lento,
Curto tempo,
Porque não pára o furto
da minha vitalidade?
Se há tempo há saudade.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Leveza dominada

Eu devia calar-me
pensar por dois segundos,
mas seres tão irriquietos
não sabem ser mudos.

Perdoe-me, por favor
não sei aguentar seu olhar frio.
Vil sei que fui,
boa filha não tenho sido.

O ano, sinto, disperdiçado.
Nada se levou daqui,
além das dívidas
as belas lembranças consumistas.

Anseio em ser vivida
quero informação assimilada.
Anseio por desprezar coisas só divertidas,
sem as casacas viradas.

Não sabe o quanto dói te machucar,
ver suas olheiras azuladas.
Te amo tanto,
quero que se sinta amada.
Você que pôs-me para dormir
Espera-me acordada.

Não é a primeira,
nem a última será.
Eu sempre fiz só acabar
com tudo o que você sonhou
Quando vou eu acordar?
Deixar de ver o que você errou.

Daria toda a vida
para te ver realizada.
Ver livre
sua leveza dominada.

domingo, 21 de novembro de 2010

Quem?

 As pessoas passam a vida toda procurando a felicidade nos braços dos outros, mas esquecem que o amor alheio começa dentro delas.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Irônico, não?

 Porque prezar tanto a alegria se é nos piores momentos onde mais evoluí-se? Amamos o que nos faz mal. E nos enganamos: tudo o que é feliz é irreal.
 Respirar oxida, pensar sabota a felicidade, liberdade é o caminho mais rápido para a eterna insatisfação.
 Paradoxos não são parte da vida, são ela por definição.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Poser

Porque não reajes?
Contrária ás suas ações, é sua imagem.
Olhos pintados e roupas rasgadas
emoldurando as atitudes forjadas.
Clamas por ser enganado e reclamas?
São demasiado utópicos os ideais que proclamas.

Quem ama?

domingo, 14 de novembro de 2010

Raiva

Ela borbulha em minha garganta
faz de mim grossa,
põe malícia em minhas propostas,
e faz horrendas,
minhas feias opiniões, expostas.

É salvador ou algoz
impeto que faz-me tão feroz?
Se concretiza meus impulsos,
mas cerra meus pulsos
e faz-me delirar.

Dá sentido a mudança,
faz a vida menos mansa,
há o que se apreciar.
Raiva, sempre
de conformismo a me livrar.

will it be our last memories?

 Há muito deletei as mensagens que trocávamos, do meu celular. Eu não lembro o seu número nem o que dizíamos, com esforço, mal lembro quem tu és. Encaro seu rosto minutos a fio, tão igual que me confunde. É real? É, mas não irei me lembrar. Não sou a mesma, mas você é. Intediantemente igual. É uma ofensa eu ter mudado, um ultraje, eu devia ter te esperado. Ó, como eu sou suja.

 Em mim dói constatar que os dias de confidência leve e descompromissada (sabes o quanto odeio os comprimissos) terminaram. E não voltam. Como pode você, estar aqui há anos e não ter movido uma folha sequer? Enquanto eu, em alguns dias mudei todo o arranjo do jardim.
 No fim você nunca existiu, não é? Não de verdade. Mas você cobra de mim, era a minha obrigação ser estática, você sempre disse que iria voltar, eu tinha que ser a velha cama quente, era só o que eu devia fazer. Mas olhe, eu nunca existi também, pare de achar que sim.
 Ignorância, é, ignorante. A mais bela benção, mas onde ela te levará?

sábado, 13 de novembro de 2010

Selfish

 Para ver as coisas com mais clareza, às vezes é necessário fechar os olhos, olhar para dentro. Feche-os, sinta a atmosfera, o ar não muda, mas muda tudo. O que importa é o que vem por dentro.
 Sinta o mundo como se fosse o primeiro dia, e viverá com a intensidade do último. Muda o que está por dentro, pois vê como se fosse a primeira vez. É o mesmo rosto, as palavras, as mesmas, mas não dói. Porque é sempre você. Mas você é sempre o mesmo?

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

it refuses to let go

É incrivel, ver o quanto frases mudam vidas...
Tudo o que passa deixa uma marca,
Então escolha melhor suas palavras.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Amor é uma coisa tão doce que apodrece os dentes,
ás vezes dá vontade de vomitar...
É, talvez seja eu.
Amarga demais para amar.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O único problema dos poetas é:
adoram falar de amor, repetitivo
tenho a isso milhões de adjetivos
nenhum agradável de usar.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Don't show won't hurt

Odeio que façam drama,
e odeio que façam-me sentir menor
não gosto de estar errada.
É o que mostro.
Odeio.
Do que gosto?

Amo viver em meio a pessoas.
De gosto alternativo,
mestres renegados...
Os amar é o motivo?
Ou amo o que tem a me oferecer?
Saciam minha sede de porquês.

Aprecio as conversas leves,
falar do futuro da humanidade
como se falasse do clima.
Ir ao fundo da alma,
falando tudo por cima.

Quero analizar do palco, protegida
pelo calor dos holofotes
e as mentiras.

Gosto de um amor doente, egoísta
receber sem dar,
quente só longe das vistas.

E me afundar no fim do dia
num colchão quente, almofadas de seda
casa com bela escadaria,
só para olhar.

Quero os livros importados, capas duras
Quero os discos e as vitrolas,
Quero as pinturas,
e trocá-las a cada mês
para suprir meu gosto burguês.

Quero viver por três,
fazer o que não ousam,
ser realmente vivida
e quando finada,
querida.

*a Karol, brilhantemente, levantou a reflexão de "do que eu gosto"

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

i beg for the peace and joy in you minds

 Aquela dor de cabeça era horrivel, sentia como se tudo acima de meus olhos houvesse sido decepado, mexer as palbebras doía. Fui dormir, enxaqueca não se cura com remédios.
 Sonhei, como há muito não fazia, todas aquelas coisas, as que me perguntava a semana toda estavam lá, pois até meu subconsciente parecia querer me dizer o que todo mundo já havia me dito: arrisque-se!
 Eu odeio seguir conselhos alheios, é uma questão de orgulho e respeito prórpio, e ás vezes eu odeio meu subconsciente (sei lá eu o porque), e o que eu mais odeio é quando o chão em que eu piso não é firme, eu galgo devagar sentindo cada imperfeição, mas, dessa vez, eu não tinha nada, mas ninguém achava isso relevante. Ás vezes acho que é isso que me separa de todo mundo: realismo, as pessoas adoram se enganar, e gostam mais ainda de serem enganadas, eu sei o que faço e o que quero e fico demasiado cuidadosa por isso, o que muitas vezes é conflituoso. Por exemplo, sou hiper compulsiva por comprar, ou customizar (leia estragar) roupas , por vezes falo tudo, até o que não devia, eu não me importo muito com os outros, ou com o dinheiro, o resto dos bens, eu só me importo comigo, e comigo eu tomo cuidado demais.
 Eu já sabia todas as respostas mas eu não tinha coragem para executar os planos frágeis em que passava horas a fio a trabalhar, é tudo tão cheio de falhas... eu sou tão cheia de falhas! EU, quem crê ser a única apta a não falhar.

sábado, 6 de novembro de 2010

You're faking it, time to admit it

Then it's all fake, isn't it?
Fake hair,
Fake lashes,
Fake tits.
What else are you faking?

sábado, 30 de outubro de 2010

Mochilas

Havia mochilas.
Mochilas verdes,
com estampa xadrez,
multicoloridas e de bolinhas,
ao gosto do freguês.

Havia pretas,
Havia brancas
elas tinham cores,
agradáveis de olhar,
não guardavam dores.

Ela não as queria.
Não
Ela amava a rota,
a que jazia, marota,
amarrotada no chão.

Suja, cores feias,
presas com alfinetes, palavras,
o excesso de informação matraqueia,
cansa só de olhar.

Vazia de beleza,
mas em memórias jaz embebida.
Era ela,
em tecido cerzida.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

fly, butterfly, just go away

 Eram oito e meia, estavam juntos desde as duas, tudo passara rápido, demasiadamente rápido.
 "Pare aqui, não tens que ir até lá embaixo em minha casa." disse meio que tentando se preservar, parecendo que queria preservá-lo.
 "HAHA, não posso eu roubar mais três minutinhos de seu precioso tempo?"
 Quem era ela diante daquele sorriso estonteante? Não pode fazer nada além de ceder.
 Ela amava ficar perto dele, a ele ela também era bastante agradável, o que a incomodava eram aquelas borboletas que roçavam aquelas pequenas asinhas no interior de seu estômago e forçavam sua saída por seu esôfago, com aquelas patinhas minúsculas. Ela tinha só o medo de deixá-las sair.
 Ele olhava aquela expressão insondável naquelas feições delicadas, de certa forma, não saber o que ela pensava potencializava tudo: a adrenalina de não saber por que, o desafio de entendê-la. Ele só a queria.
 O carro desceu a rua suavemente e finalmente o movimento cessou, ela se despediu rapidamente com um beijo no rosto e saiu. Ele queria segurá-la, puxá-la de volta, e se ela sequer tivesse olhado para trás por um instante é o que ele teria feito.
 O que ele não sabia era que ela observava sua luta interna por trás das cortinas da sala, com a luz apagada, desejando que ele fizesse o que queria.
 Finalmete se decidiu por deixá-la esperar mais um pouco, ele queria certezas. Parou de encarar a casa escura e deixou-a sozinha com seus desejos, medos e dúvidas. Foi-se, carregando o seu próprio fardo.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Liberdade

 Ela era leve.
 Ela era tão leve quanto os fios de seda que ela jogara ao vento, não só leve, ela era livre. Ser livre não é não ter restrições, cobranças ou responsabilidades, é ter tudo isso e não se importar com nada.
 De seus músculos doloridos por exercício indiscriminado à pele queimada, à voz rouca, ela sentia tudo, nada era incomodo... era delicioso. Gritaria e correria, seria chamada de louca, sem se importar.
 As folhas nas árvores na frente da sua casa nunca foram tão lindas: elas transpiravam vida, as flores naquela árvore eram do purpura mais intenso que seus olhos esperimentaram, e o céu... Aaah, o céu! Ela era o céu. Ela era tudo entre ele e aquela árvore, ela sentia a brisa naquelas folhas, ela era as flores que desabrochavam. Ela não deixara seu corpo, ela apenas se sentia mais, ela era tudo, mas nada a pertencia só fazia parte dela.
Sentia tudo e não sentia nada, ela flutuava sobre todos os demais. Ela realmente vivia. Hiperpotente e onisciente, sabendo de tudo, sem ser afetetada. Ela era Deus. Ou pelo menos era assim que ele deveria se sentir, se é que existia.
 Não havia nem as palavras, havia Ela. Puramente ela.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

And from hell they came

Dez meses em duas horas. O que sobrou, na escuridao, gritava para ninguem em lugar algum. De qualquer plano estava fora, o descaso com os outros desprezava a si mesmo.

Ja nao havia dor, desespero ou rancor, porem se fora o amor, a alegria e qualquer calor. Nem fome, nem frio a esperavam. Mas sua razao mal funcionava, pois ate pensar lhe levava as lagrimas. Aquelas coisas cheias de significado  nao tinham investigador.

O monstro disfacado em setas e numeros lentamente a consumira, a lhe ceifar. Agora ela era uma maquina, e nem de longe isso era tao bom quanto imaginara.

A unica coisa que havia sobrado para sentir era o desespero do fato de nao ser o centro do mundo de ninguem, nem dela mesma.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Tonight is the night, and it's gonna happen again, again and again

 "Noooooossa, o seu esmalte e muito legal, professora."


 Se havia algo que ela não gostava era quando aquela garota falava, os comentários eram pura perda de tempo, o tipo de coisa que se comenta por falta de assunto ou, no caso, pelo prazer de ter 4O pessoas olhando. Ela odiava ouvir ignorantes falarem, mas antes as palavras vazias, do que o silencio.

 Era no silencio que eles a atormentavam. As duvidas, as coisas mal resolvidas, os arrependimentos por não ter feito... Ela os remoia de boca fechada.

 "Hei, estas tão calada hoje! Triste?" Ela, tão falante, quando quieta era facilmente notada.

 "Não, só perdida em pensamentos..." Se encontrava absorta em um de seus maiores prazeres: imaginar coisas antes de elas se concretizarem.

 "HAHA, pensando no namorado, hm?" Errr, namorado... Como se ela realmente quisesse um tolo obsessivo que quer ficar grudado nela infindavelmente. Não que ela não tivesse desejos, ou não se apaixonasse, é que as coisas pra ela corriam de um jeito mais rápido do que pro resto dos seres humanos comuns. Uma paixão, da mais ardente que fosse nunca durou o suficiente para querer um namoro, ela enjoava de tudo em um piscar de olhos, enjoava ate de si mesma.

 "Hm, não, sem namorados...”.

 "Uaaau, você não tem namorado? Eu não sabia!" Os olhos dele já brilhavam e ela pressentia as coisas desagradáveis de sempre. Ele começaria a querer conversar com ela demais, pagaria as coisas para ela, e finalmente, a chamaria para sair, ela passava demasiado tempo sentindo dó de machucá-lo para recusar qualquer um desses sinais, mesmo sabendo o que significavam, sairia com ele, e bem... Na hora que ele tentasse a beijar ela viraria o rosto, como já havia feito com mais de um cara anteriormente, pois todos os caras de quem ela realmente gostava não caiam em seu jogo, e, Deus, ela não queria mais aquilo em sua vida, mas inevitavelmente se repetia, de novo e de novo. Porque ela não podia gostar de algum dos caras que a chamam para sair? Seria tão mais simples e indolor... Ela clamava por confundir atração com paixão e terminar com um cara que gostasse dela, uma relação onde ninguém se machucaria, afinal ela não gostava tanto quanto pensou e ele gostava tanto quanto ela. Isso seria ótimo. Por agora se contentaria com paixões platônicas não correspondidas.

 Alias, ela já sentia uma chegando, e essa seria dolorida.

 O cara era um daqueles, parte dos 95% do circulo social dela, a parte que tanto faz se vive ou se morre. Normal, ate que, então ela veria que ele tinha dentes lindos (ela tinha certo fetiche por dentes), veria o quão fácil era falar com ele (pois ele era muito inteligente), sentiria uma vontade incontrolável de sentir a textura da pele dele (por um breve instante, que fosse), antes de dormir, lembraria do perfume que ele usa, e enfim, desejaria seus braços em volta dela nas tardes frias. Pronto, encrenca armada, ela se traíra mais uma vez.

 Perto dele os silêncios eram pacíficos, se lembrasse dos seus olhos ela dormia em paz, envolvida no seu cheiro não havia onde doesse. Ela já o observara infinitamente, sabia do que ele gostava e sabia que era dela. Mas ele achava que eram amigos, afinal ela sempre foi tão leve e divertida com todos, sem mostrar um traço de interesse sequer, ele não arriscaria aquilo, não agora que eram tão próximos, ele tinha medo de se machucar. Oh, como ela odiava orgulho de macho!

 Então começariam os joguinhos! A melhor parte de qualquer relacionamento era isso: os jogos de conquista, ela jogava bem. O cercava e manipulava, ele mal sabia o que fazer. Ele estava aos pés dela e depois... Acabava, era o fim quando ele só saia de casa com ela e esperava isso de volta, ligava na casa dela e queria ficar horas pendurado ao telefone, e, blergh, queria apresentá-la aos pais dele (isso era o extremo desastre), quando ficava insuportável ela terminava, geralmente em duas ou três semanas, nada a mais do que isso.

 E então ela sofria, pois se sentia suja e superficial, mas acontecia de novo, de novo e de novo e nunca iria terminar. Pelo menos e o que ela pensava ate aquele momento.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Sempre eu

Que tipo sórdido de ser sou eu?

O que diz amar e ser pra sempre, quando sabe ha quanto o "para sempre" morreu.


Acredita se eu disser que dói?
Acredite, pois não sei mentir. Enquanto me acusas, não sabes o que me corrói.


Ninguém realmente vê o quão suja isso faz eu me sentir. Se para sempre jurei que seria e porque desejei que o fosse. Quando nos vi morrendo eu nos segurei, as lagrimas me fatiaram meses a fio, elas eram brasa na minha pele já marcada. Assisti o elo se quebrando e a culpa era só que sobrara. Como eu faria se estavas entregue as correntes da acomodação e mediocridade e nem querias se levantar? Se você nos matou e não quis me escutar, porque eu me sinto o ser sórdido e sujo? Porque doem as mentiras que te contei, se era a mim quem eu tentava convencer?


Que tipo sórdido de ser sou eu?
Um que amou tanto que se enganou para te proteger.


Acredita se eu disser que dói?
Acredite, pois sou eu quem se desconstroi.

No fim o que dura pra sempre e o que ainda nos lembramos.


sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Finaly! ...healthy again

É música tua voz querida
Me põe solta, se arredia.
Teu cheiro cura
se a calma é perdida.
Quero sorver tua alma
nas despedidas.

Envolvida em teus braços me desfaço.
Me vejo em arreios,
no seu laço.
Tua respiração tem mandado
no meu traço,
Nem controlo o que que faço.

Pões em minhas nuvens cores,
Trancendes todos meus amores,
Nem sei se vivo se tu fores.

Só queria retribuir-lhe o agrado,
Para por-te sempre a meu lado.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A cara do Brasil

O Brasil é um país estranhíssimo, as pessoas se importam mais em votar do Big Brother do que em votar em presidente. Esse é um país onde estuda se para passar de ano, entrar na USP, ser mão de obra qualificada, nós nascemos pra sermos peões. Vejo por mim, que quando digo que não quero trabalhar para ninguém, as pessoas vem me dizer “aaah, mas é tão arriscado... você tem que aprender a aceitar as regras dos outros, mesmo que elas sejam erradas eles têm mais poder, você não vai a lugar nenhum assim, blábláblá", eu não escuto isso de uma pessoa, eu escuto isso de todo mundo que não são meu pai e minha mãe. Dizem isso de pessoas como eu, porem dariam tudo pra ser aquele esperto que finge que faz e ainda ganha. O brasileiro reclama do político corrupto, mas cultiva a corrupção em seu cerne.


Estamos em um país lindo, sem atividade sísmica, sem vulcanismo, sem invernos rigorosos, terra fértil e rica, e em vez de aproveitar isso pra ser uma nação boa e próspera, ficam“deitados eternamente em berço esplendido”. Brasil, lugar onde as pessoas não se mexem nem para ganhar dinheiro! Toda tecnologia vem de fora, por quê? “Ah, nós não temos condições, somos subdesenvolvidos.” Não, a tecnologia vem de fora porque metade da população dorme enquanto deixa os outros fazerem o serviço, nem que tenham que pagar bem caro por ele depois, afinal, é muito mais fácil.

È histórico, se somos dominados, não lutamos, debochamos do dominador. E ele? Ele ri do nosso deboche, afinal ele não perde nada. Nós, no fim do dia, sentamos nossas bundas demasiadamente grandes no sofá financiado da sala e reclamamos que nossos filhos não aprendem, que o sistema de saúde não anda bom, o salário mínimo é uma miséria. Mas não só não nos mobilizamos em prol de nada, como nem pra votar em um presidente com propostas adequadas servimos.

È Brasil, assim vai longe!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

... and bring on the tear

Você.
Sempre
tão dono da verdade,
ainda há de
se surpreender.

Frio e sincero
não há nenhum esmero
no que queres dizer.

Você.
Tão frio e calculista,
sempre dita
o que vai acontecer.

Dedo em riste
pra fazer triste,
quem não convalecer.

és lindo hoje,
nem lembro o quão horrendo foste.
Mas seja macio
para me convencer.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Concerto à consertos

  Ás vezes vejo-me preconceituosa, mas juro, sempre tento vencer o impulso de desprezar pessoas pelo o que parecem inicialmente.
  Sempre exposta ao julgamento alheio, nunca liguei. Não ligava se meu cabelo ou minhas roupas eram ridicularizados, eu sei quem sou e isso basta. Mas um preconceito a qual nunca fui exposta, o qual pratica sem notar, é musical.
  Julgava mesmo, pessoas que curtiam coisas da moda. Saber do que o outro gosta e não gostar é uma coisa, desprezá-lo por o fazer é feio, e  errado, hoje o vejo.
  Meus conceitos tem mudado bastante ultimamente, para melhor, julgo eu, e ser livre desse tipo de coisa te abre para mais experiências e situações, inclusive o preconceito do outro.
  A frase que sempre mais odiei é: " Diga-me com quem andas e te direi quem és". O ser humano vê exemplos mas sempre há o senso. O fato de ele ver uma coisa, não significa que ele vá fazê-lo se não achar pertinente, por mais que uma pessoa querida o faça. O fato de alguém ter amigos bissexuais, não significa que o seja também, o fato dessa pessoa ter uma franja não a faz colorida, por mais que ande com um deles.
  Hoje me arrependo de ter feito julgamento errôneo no passado, ver de fora o que praticava evidencia o quão burro isso é.
  Se eu fosse exposta a uma situação como a que vivi recentemente, em outros tempos, seria eu quem tacharia uma pessoa indefinida baseada em seus amigos. Se fosse julgada eu usaria toda a ironia disponível no meu ser para fazer tal pessoa se sentir inútil, mas esse ano eu cresci tanto que descartei ambas opções. Simplesmente virei as costas e ignorei. Quem julga é que deve ser desprezado.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Olhos marcados

I want to watch
All day long
But I know
I won't grow strog.

I'm gonna fade
into all
i've been made.

Piece by piece
I free fall.
But I know
I won't crawl.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

The Restless Heart Sindrome

Paixão é doença.
Doença que entorpece os sentidos,
inebria a razão.
Paixão é um nome bonito
da obssessão.

just a blank, guess i don't want it to be filled

popularzinho e acediado
formula perfeita
pra ser idolatrado

deve causar estresse
tanta gente chegando
sem nada que interesse

deve ser sozinho
ter tantos contatos e
tão poucos amigos

real irreal
qual a sua realidade?
a de verdade
sem seus filtros maculados
por excesso de liberdade

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Thoughts of a dying atheist

  Eu via seu fingimento, pois o sorriso que me dirigia não acendia seu olhar, suas mais lindas palavras de afeto não possuiam calor algum, outrora não havia a consciência do porque, mas a confiança entre nós sempre fora forjada, mesmo com a minha desconfiança eu fora manipulada. Eu. Que me julgo persuasiva, com opiniões cravadas em pedra... Talvez a pedra não seja demasiado dura, então, a água sempre vem a esfarelá-la. Enfim, até a pedra se transforma.
  Porque eu continuara lá? Era a estranha força do acaso que inebria os sentidos e faz o universo conspirar contra as vontades? Ou estava só ficando burra?
  Aquilo me amedrontava, via meu lado etéreo escorregando pela terra, feita demasiado racional pelas circunstâncias, meu emocional gritava por vingança, enquanto eu soava impassivel, leve e divertida como nunca, enquanto as trevas queimavam no fundo da garganta. Pensamentos assustadores e assustados redemoinhavam dentro de mim, seria mostrá-los, fraqueza? Eu fora tão fraca! Meus olhos inchados, meu tédio e falta de calor incomuns me parecem a escuridão de outra pessoa. Meus sentidos me tapeariam denovo? Me encontrava em fadiga mental, meus sentimentos inebriavam minha razão, era impossivel entendê-los, mas inevitável analizá-los.
  Agora nada mais dói, não gastarei energias em coisas infrutíeras, sempre preferi o claro desprezo ao despeito às escuras, sempre lidei bem com as consequências de espor pontos de vista. Mas não são pontos de vista guiados por sentimentos? Não seria tudo uma série de reações químicas? Era tudo meu cérebro, não? Se sim, então era controlável, não? Eu me deixara ser guiada por emoções, tentaria mais coisas do tipo aos poucos, sempre me apoiando em garantias, afinal, cansara de feridas incuradas, o tempo as curaria, mas às vezes ele é lento demais.
  Enfim, não fingiria mais, agora não significas nada mesmo, eu usaria mais meu "Doa a quem doer" denovo, sempre fora assim, porque agora eu me importaria? Porque fazê-lo com alguém que não se importa? Me concentro em questões que verdadeiramente me tocam, sem ver vivia em função de coisas que não sinto mais, há muito voltara a sentir e não me dera conta. Ajudarei quem deve ser ajudado agora, refletirei o que sentir que deverá ser. Passei muito tempo fechando os olhos pra chances melhores em função de vinganças que não realizarei.
  Importante a seu tempo, agora és, de fato passado. O ateu de antes agora é finado.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Today I did
what I wanted to.
I killed you
just with a look.

At first you'd sound so ordinary

Sei que não és meu,
sei também que não sou sua.
Não só porque não te entendo,
não há ninguém que me possua.

O pior é constatar
que ao imaginar
sua boca em mim,
estremeço.

Fizeste coisas demasiado sujas.
Superficialidade, vinda de outros,
me assusta.

Eu não deveria querer-te,
mas quero.
Basta me agora esperar não amar-te,
na ânsia
de ter seus braços a minha volta.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

As máscaras

De casa não saio
sem a minha em mãos.
Sem elas
todos nus estão.

Eu não vejo a sua.

Como irei te prezar,
se o que quero
tão fácil me dás?

sexta-feira, 16 de julho de 2010

you're too dirty, and i'm no good

O que me fará mudar de ideia
será o jeito que é dito,
o brilho nos teus olhos,
não o quão alto você vai gritar,
o impacto do que você vai dizer,
ou quantas pessoas vão escuta-lo.
Sua sintese não falha,
não que o que tu dizes
não valha,
mas não sei mais acreditar.
Perdi a conta
de o quanto suas palavras
maldizem sua ação.
Estou adoecendo
por contradição.

sábado, 10 de julho de 2010

L O V E is just another word i never learned to pronnunce

Oh palavra bela,
que não deixa sua boca suja.
Fazendo falsas promessas a ela,
não a engana,
só a mantém presa
com carne mundana.

Como poderia ela recusar
tal prazer
se a ela, sobra a falta de ar?

Sabes o que significa
o que tanto dizes?
Achas que entendes
o que os poetas expressaram?

Podre alma vazia,
o que tentas dizer com tanto rancor?
Que não sabes o que é amor.

the faith that likes to restrict your breath

Vejo-me te cobrindo de presentes,
venderia minha alma,
para dar-te vida eterna.

Vejo-me correndo de seus olhos,
enormes olhos castanhos,
que me enchem de pesar.

Vejo-me vasculhando a morada de corvos,
para dar-te o que queres.

Porque tratas-me com tal desdém,
se deves a mim tudo o que tens?

Vejo-me pondo flores a sua volta,
isto não há mais de doer.

terça-feira, 6 de julho de 2010

i predict a riot

 Pode chamar-me de rebelde, porém não diga-me que não tenho causa. Só porque você é tolido o bastante para não vê-la não quer dizer que ela não exista.
 Ideologia exercida no dia-a-dia não é diluida, é aumentada. De que adianta grita-la a uma multidão se não há aplicação real? Vejo você. Só propaganda, idéia aplicada só onde há câmeras.
 Há diferença sim entre eu e você. Eu faço o que eu quero, você, o que querem que faça, sua marra é só fachada. Porque não paras? Já que entre quatro paredes não és nada?

sábado, 3 de julho de 2010

à sua leveza dominada

 Era naquela gaveta que ela trancava todos os segredos, mantinha-os salvos das ávidas algemas douradas, lá ela se refugiava da obrigação, revivendo os melhores segundos proibidos, quando ninguém a olhava. Fora ela era livre, e quando chegava em casa trancava a tudo na gaveta.
 Quando estava fora, tudo se invertia, ela trancava as algemas na gaiola, tudo o que tinha e amava, o que lhe trazia tantas responsabilidades, o que dava sentido a tudo, aquelas que haviam lhe cortado as asas, ela sentia a falta, mas ainda tinha as penas na gaveta.
 Ela amava a ambas, de jeitos diferentes, a liberdade das asas e a confidência das algemas, não tinham culpa alguma, eram apenas consequencias. Porém odiava o que tinha que ceder, não tinha mais as asas, mas se ainda as tivesse não teria as algemas. Então conciliava a liberdade com a doce prisão, escapando de uma quando sentia falta da outra. Combinando o imprevisível com a acomodação, ela seguia, era difícil, mas a mantinha satisfeita.
Meu maior medo
é que
Na ânsia de te ter
eu te devore.

over you

Agora para mim,
Vois sois passada obssessão
Porém até quando perdurará
tal interna cisão?
O ar roda em espirais
faíscas voam pelo ar
Esssa tensão me matará
Tão inacabado ficou tudo
ao meu ver
Não sei se quero
Agora algo a acontecer
Eu sei que não quero mais você

sexta-feira, 2 de julho de 2010

you go back to her, i go back to black

 Eu havia sido golpeada no estômago. O soco foi fortíssimo, as lágrimas brotaram logo de meus olhos já cansados, por tudo o que haviam chorado nos messes anteriores.
 Fora o terceiro e não havia ninguém agora.
 Eu queria correr, gritar, o que mais queria era não sentir. Não fora feita pra todas aquelas ânsias e desejos repentinos, que me faziam perder o fôlego e ser aprisionada em minha própria paixão. Nunca entendi como pode-se achar isso maravilhoso, isso me faz lenta e burra eu perdia o controle.
 Controle, o que eu ansiava em demasia pra ter e odiava que mantivessem sobre mim. Eu não podia mais tentar me controlar constantemente, eu queria meu idi mais louco livre, pra socar, bater, agarrar, tacar fogo e ver tudo queimar. Refreiar-me nunca foi a solução. Eu queria afogar todas as coisas que sentia em atos superficiais e sem compromisso, mas sempre me achei boa demais pra fazê-lo. Por quê?
 Eu não aguentava ficar sem meus porquês, não há justificativa pra tudo e superanalizar só gasta-me energia. Eu ia deixar todas as emoções transbordarem como nunca antes, eu podia até me afogar nelas, mas morreria com gosto.

Selfless

Tão linda eras pra mim
Agora há só seu rosto,
Manchado de nanquim
Tão persuasiva foste
uma vez,
mas isso foi pra mais de mês
Revelado prazer carnal
Deixaste algo cair,
Foi sua moral.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

how can i be in a mob and still be alone?

Odeio primeiros dias de aula, não há ninguém de quem lembrar,
Andar sozinha me faz três vezes mais cansada.
Odeio ser normal, não quero ser medíocre,
Eu quero ser olhada.

Mas é indiferente estar no meio de meus melhores amigos,
Sem sua presença faltam-me pedaços.

Seria infinitamente melhor saber que não me queres
Do que viver em ânsia
Sem saber do que gostas.

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