segunda-feira, 23 de agosto de 2010

... and bring on the tear

Você.
Sempre
tão dono da verdade,
ainda há de
se surpreender.

Frio e sincero
não há nenhum esmero
no que queres dizer.

Você.
Tão frio e calculista,
sempre dita
o que vai acontecer.

Dedo em riste
pra fazer triste,
quem não convalecer.

és lindo hoje,
nem lembro o quão horrendo foste.
Mas seja macio
para me convencer.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Concerto à consertos

  Ás vezes vejo-me preconceituosa, mas juro, sempre tento vencer o impulso de desprezar pessoas pelo o que parecem inicialmente.
  Sempre exposta ao julgamento alheio, nunca liguei. Não ligava se meu cabelo ou minhas roupas eram ridicularizados, eu sei quem sou e isso basta. Mas um preconceito a qual nunca fui exposta, o qual pratica sem notar, é musical.
  Julgava mesmo, pessoas que curtiam coisas da moda. Saber do que o outro gosta e não gostar é uma coisa, desprezá-lo por o fazer é feio, e  errado, hoje o vejo.
  Meus conceitos tem mudado bastante ultimamente, para melhor, julgo eu, e ser livre desse tipo de coisa te abre para mais experiências e situações, inclusive o preconceito do outro.
  A frase que sempre mais odiei é: " Diga-me com quem andas e te direi quem és". O ser humano vê exemplos mas sempre há o senso. O fato de ele ver uma coisa, não significa que ele vá fazê-lo se não achar pertinente, por mais que uma pessoa querida o faça. O fato de alguém ter amigos bissexuais, não significa que o seja também, o fato dessa pessoa ter uma franja não a faz colorida, por mais que ande com um deles.
  Hoje me arrependo de ter feito julgamento errôneo no passado, ver de fora o que praticava evidencia o quão burro isso é.
  Se eu fosse exposta a uma situação como a que vivi recentemente, em outros tempos, seria eu quem tacharia uma pessoa indefinida baseada em seus amigos. Se fosse julgada eu usaria toda a ironia disponível no meu ser para fazer tal pessoa se sentir inútil, mas esse ano eu cresci tanto que descartei ambas opções. Simplesmente virei as costas e ignorei. Quem julga é que deve ser desprezado.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Olhos marcados

I want to watch
All day long
But I know
I won't grow strog.

I'm gonna fade
into all
i've been made.

Piece by piece
I free fall.
But I know
I won't crawl.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

The Restless Heart Sindrome

Paixão é doença.
Doença que entorpece os sentidos,
inebria a razão.
Paixão é um nome bonito
da obssessão.

just a blank, guess i don't want it to be filled

popularzinho e acediado
formula perfeita
pra ser idolatrado

deve causar estresse
tanta gente chegando
sem nada que interesse

deve ser sozinho
ter tantos contatos e
tão poucos amigos

real irreal
qual a sua realidade?
a de verdade
sem seus filtros maculados
por excesso de liberdade

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Thoughts of a dying atheist

  Eu via seu fingimento, pois o sorriso que me dirigia não acendia seu olhar, suas mais lindas palavras de afeto não possuiam calor algum, outrora não havia a consciência do porque, mas a confiança entre nós sempre fora forjada, mesmo com a minha desconfiança eu fora manipulada. Eu. Que me julgo persuasiva, com opiniões cravadas em pedra... Talvez a pedra não seja demasiado dura, então, a água sempre vem a esfarelá-la. Enfim, até a pedra se transforma.
  Porque eu continuara lá? Era a estranha força do acaso que inebria os sentidos e faz o universo conspirar contra as vontades? Ou estava só ficando burra?
  Aquilo me amedrontava, via meu lado etéreo escorregando pela terra, feita demasiado racional pelas circunstâncias, meu emocional gritava por vingança, enquanto eu soava impassivel, leve e divertida como nunca, enquanto as trevas queimavam no fundo da garganta. Pensamentos assustadores e assustados redemoinhavam dentro de mim, seria mostrá-los, fraqueza? Eu fora tão fraca! Meus olhos inchados, meu tédio e falta de calor incomuns me parecem a escuridão de outra pessoa. Meus sentidos me tapeariam denovo? Me encontrava em fadiga mental, meus sentimentos inebriavam minha razão, era impossivel entendê-los, mas inevitável analizá-los.
  Agora nada mais dói, não gastarei energias em coisas infrutíeras, sempre preferi o claro desprezo ao despeito às escuras, sempre lidei bem com as consequências de espor pontos de vista. Mas não são pontos de vista guiados por sentimentos? Não seria tudo uma série de reações químicas? Era tudo meu cérebro, não? Se sim, então era controlável, não? Eu me deixara ser guiada por emoções, tentaria mais coisas do tipo aos poucos, sempre me apoiando em garantias, afinal, cansara de feridas incuradas, o tempo as curaria, mas às vezes ele é lento demais.
  Enfim, não fingiria mais, agora não significas nada mesmo, eu usaria mais meu "Doa a quem doer" denovo, sempre fora assim, porque agora eu me importaria? Porque fazê-lo com alguém que não se importa? Me concentro em questões que verdadeiramente me tocam, sem ver vivia em função de coisas que não sinto mais, há muito voltara a sentir e não me dera conta. Ajudarei quem deve ser ajudado agora, refletirei o que sentir que deverá ser. Passei muito tempo fechando os olhos pra chances melhores em função de vinganças que não realizarei.
  Importante a seu tempo, agora és, de fato passado. O ateu de antes agora é finado.

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