quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Thoughts of a dying atheist

  Eu via seu fingimento, pois o sorriso que me dirigia não acendia seu olhar, suas mais lindas palavras de afeto não possuiam calor algum, outrora não havia a consciência do porque, mas a confiança entre nós sempre fora forjada, mesmo com a minha desconfiança eu fora manipulada. Eu. Que me julgo persuasiva, com opiniões cravadas em pedra... Talvez a pedra não seja demasiado dura, então, a água sempre vem a esfarelá-la. Enfim, até a pedra se transforma.
  Porque eu continuara lá? Era a estranha força do acaso que inebria os sentidos e faz o universo conspirar contra as vontades? Ou estava só ficando burra?
  Aquilo me amedrontava, via meu lado etéreo escorregando pela terra, feita demasiado racional pelas circunstâncias, meu emocional gritava por vingança, enquanto eu soava impassivel, leve e divertida como nunca, enquanto as trevas queimavam no fundo da garganta. Pensamentos assustadores e assustados redemoinhavam dentro de mim, seria mostrá-los, fraqueza? Eu fora tão fraca! Meus olhos inchados, meu tédio e falta de calor incomuns me parecem a escuridão de outra pessoa. Meus sentidos me tapeariam denovo? Me encontrava em fadiga mental, meus sentimentos inebriavam minha razão, era impossivel entendê-los, mas inevitável analizá-los.
  Agora nada mais dói, não gastarei energias em coisas infrutíeras, sempre preferi o claro desprezo ao despeito às escuras, sempre lidei bem com as consequências de espor pontos de vista. Mas não são pontos de vista guiados por sentimentos? Não seria tudo uma série de reações químicas? Era tudo meu cérebro, não? Se sim, então era controlável, não? Eu me deixara ser guiada por emoções, tentaria mais coisas do tipo aos poucos, sempre me apoiando em garantias, afinal, cansara de feridas incuradas, o tempo as curaria, mas às vezes ele é lento demais.
  Enfim, não fingiria mais, agora não significas nada mesmo, eu usaria mais meu "Doa a quem doer" denovo, sempre fora assim, porque agora eu me importaria? Porque fazê-lo com alguém que não se importa? Me concentro em questões que verdadeiramente me tocam, sem ver vivia em função de coisas que não sinto mais, há muito voltara a sentir e não me dera conta. Ajudarei quem deve ser ajudado agora, refletirei o que sentir que deverá ser. Passei muito tempo fechando os olhos pra chances melhores em função de vinganças que não realizarei.
  Importante a seu tempo, agora és, de fato passado. O ateu de antes agora é finado.

Um comentário:

  1. Amiga passei por aqui.
    E o que eu tenho pra falar, é melhor pessoalmente.
    Ficou grande mesmo (y) rs.

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