terça-feira, 9 de novembro de 2010

Don't show won't hurt

Odeio que façam drama,
e odeio que façam-me sentir menor
não gosto de estar errada.
É o que mostro.
Odeio.
Do que gosto?

Amo viver em meio a pessoas.
De gosto alternativo,
mestres renegados...
Os amar é o motivo?
Ou amo o que tem a me oferecer?
Saciam minha sede de porquês.

Aprecio as conversas leves,
falar do futuro da humanidade
como se falasse do clima.
Ir ao fundo da alma,
falando tudo por cima.

Quero analizar do palco, protegida
pelo calor dos holofotes
e as mentiras.

Gosto de um amor doente, egoísta
receber sem dar,
quente só longe das vistas.

E me afundar no fim do dia
num colchão quente, almofadas de seda
casa com bela escadaria,
só para olhar.

Quero os livros importados, capas duras
Quero os discos e as vitrolas,
Quero as pinturas,
e trocá-las a cada mês
para suprir meu gosto burguês.

Quero viver por três,
fazer o que não ousam,
ser realmente vivida
e quando finada,
querida.

*a Karol, brilhantemente, levantou a reflexão de "do que eu gosto"

3 comentários:

  1. Não é que você me creditou, mesmo? rs.
    Bom, minha pergunta está devidamente respondida ;)

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  2. Olá, tudo bom?
    Vi seu blog na comunidade "Escritores de gaveta" e achei muito interessante.
    Comecei um blog tbm, se puder e não for pedir muito, de uma passadinha no meu?

    http://cabecafeminina.blogspot.com/

    Muuito obrigada e parabéns pelo blog!!!!

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  3. Meio doentil, mas eu gostei bastante cindy-chan.

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