quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

i want your horror, i want your desire.

Perfumada droga doce,
inebriante.
Antes estéril fosse,
deixa impotente a razão.
Mas porque não?
É tão belo:
possessivo.
O velo e permaneço submisso.
Enquanto fico perto sumo,
se fico longe não há eu,
o que dói é o que não assumo:
aqui não há o que não seja seu.
A poeira,
cemitério de estrela,
espirala a seu favor.
Espero que não seja amor.
Não é do meu fetio,
Negócio doentio!

5 comentários:

  1. Uma frasezinha lá na comunidade do orkut (Visão Poética) e eu sabia que não ia me decepcionar por aqui... Gosto de poetas de verdade, sabe?! Há muita gente que escreve poemas e isso é tudo e há os que escrevem poesia. Estes nem sempre escrevem poemas, mas são poetas. No seu caso, as coisas se irmanam e que coisa boa isso que você faz com as palavras! Elas vão dançando, criando imagens e sensibilizam, questionam, praticam coisas entre si como se quisessem morder a pessoa que lê. Muito bonito!

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  2. muuito obrigado, sinto-me lisonjeada com tais elogios!

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  3. Merecidos! Quando puder, apareça no meu cantinho:

    http://gestosimples.blogspot.com/

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  4. Adorei seus versos!!!!!
    segue em anexo:

    Pensamentos Difusos

    – Salve-me... – balbucia com dificuldade.
    – O que pensa que está fazendo? Você está se destruindo e não está percebendo.
    – Ajude-me...
    – Ela virou a cabeça, não está mais respondendo...
    – O mundo é um grande barco sem rumo na minha vida...

    Lágrima nos olhos
    Pensamentos difusos

    O coração bate forte
    Mas parece parado
    Calmo, como o tempo
    Que se move sem ter notado

    Você chama de loucura
    Eu chamo de viagem
    Nada mais interessa
    A verdade é branca
    Que traz um futuro negro...
    – Não precisa, mas... SALVE-ME!

    Poesia de Carlos Vate
    http://oinferninhocarlosalves.blogspot.com/

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